Praticar Yoga é descobrir fortalecer sua própria identidade.É identificar-se consigo mesmo.Pensar com sua própria cabeça e observar o mundo por sua própria e única perspectiva.É quebrar e romper barreiras sociais.É também ser livre para agir .É mudar .
Enfim , é revelar a perfeição que existe nato em nós.
Yoga não é teoria , é pura realização.

Olá visitantes

Comece lendo esse blog de baixo para cima
primeiro o Sámkhya e depois os sútras de Pátañjali .
Os sútras estão primeiro na sua lingua original (sânscrito ) acompanhado das traduçôes de George Feuerstein e Mestre DeRose .Em seguida em alguns sútras comentários de George Feuerstein e comentarios meus
Espero que seja de grande utilidade para aqueles que buscam a verdade e a compreensão da sua existencia.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Yoga Clássico- Pátañjali

• Yamas : proscrições ética que constituem o primeiro passo do Yoga clássico.

• Nyamas :prescrições éticas que constituem o primeiro passo do Yoga Clássico.

• Ásana : consciência corporal(O mudrá de Shiva permite a conexão com o criador de Yoga;O Pújá resgata essa força ancestral;O mantra desobstrui suas Nadis, que são meridianos onde o prana(bioenergia)circula; O pranáyáma: expande a energia vital; O kriyá limpa o corpo denso;O Ásana atua nos órgãos internos, plexos,glândulas; O Yoganidrá processa e assimila tudo isso)

• Pranáyáma- expansão da bioenergia (prana) através do ato de respirar.

• Pratyáhara - abstração de sentidos.

• Samyama:(dháraná+dhyána+samadhi) desenvolve os mais sublimes estados de consciência.

• Dháraná - concentração.

• Dhyána - Meditação.

• Samadhi - Técnica de trabalho de estados de consciência (intuição linear).

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Eco- Yoga

Meio Ambiente e Yoga. O que tudo isso tem a ver com o Yoga?TUDO.

Todas as formas de vida são ligadas entre si e dependem uma das outras. É esse o tema da ecologia. Em palavras simples, a ecologia é o estudo dos relacionamentos vitais entre vegetais e animais (incluindo seres Humanos) e o ambiente em que vivem. Muitas vezes, a palavra é usada para designar o próprio nexo que liga o ser vivo ao ambiente, embora a ecologia seja, a rigor, o estudo desse nexo.

Nosso planeta já foi comparado a uma espaçonave gigantesca cujos recursos são limitados. É verdade que os recursos da Terra são inexauríveis, mas há outro fato importante: nosso planeta natal é muito mais complexo do que poderia ser qualquer implemento tecnológico.Ele é, como lembrou à nossa geração biólogo James Gordon Lovelock, um organismo vivo,que ele chamou de “Gaia”. Sendo um organismo vivo, a Terra é um sistema de forças cuidadosamente equilibradas.

No decorrer das décadas passadas, esse equilíbrio foi gravemente perturbado por padrões de vida antiecológicos, características sobretudo dos países “civili- zados”, que geraram a chamada crise ecológica. Muitos fatores contribuem para essa crise, e entre elas podemos destacar a superpopulação, a má distribuição da população (ou seja, o gigantismo das áreas metropolitanas), o consumo excessivo,o desperdício,o mau uso da tecnologia e - sendo este um dos principais problemas - um pensamento egoísta e imediatista.

O que tudo isso tem a ver com o Yoga? TUDO. O Yoga é intrinsecamente ecológico. Todo Yoga é aquilo que já se chamou de “Eco –Yoga”. Nas palavras de Bhagavad-Gita, Yoga é equilíbrio (samatwa). Essa palavra não precisa ser compreendida somente no âmbito psicológico. Quando temos equilíbrio interior, temos também equilíbrio em relação ao meio ambiente. Isso se confirma pelo código moral do Yoga, abrangente e rigoroso que abarca todos os aspectos das relações do praticante com seu ambiente e outros seres vivos.

Esse código se consubstancia nas cinco disciplinas morais: Yamas:ahimsá (não agressão), satya (a verdade), asteya (não roubar), brahmácharya (a não dissipação da sexualidade), aparigraha (a não-possessividade ou não cobiçar). Assim, a não violência consiste numa reverência por todas as formas de vida. Isso implica, por exemplo, adotarmos um estilo de vida que não prejudique o hábitat de outras espécies animais. Alem disso, quando levamos a sério essa regra, temos de adotar uma dieta vegetariana. Caso isso não seja possível, temos ao menos que garantir nosso consumo de produtos derivados de animais (carnes, ovos e laticínios). Não colabore de modo algum com a cruel prática da criação animal industrializada. O preceito moral asteya (não roubar) implica, por exemplo, que não peguemos para nós mais do que o necessário para atender às necessidades do nosso complexo psicossomático. São poucos, porém, os que se dispõem a adotar o modo de vida espartano com o qual os verdadeiros Yogins estão acostumados. Por outro lado, existem muitas coisas que podemos fazer para nos adaptar a essa obrigação moral. Assim podemos evitar o que se chama de “consumismo” e que inclui o abominável desperdício de alimentos. Podemos aprender a usar aquilo que temos de sobra (e cujo destino é na maioria das vezes a lata de lixo) para melhorar as condições de vida de nossos semelhantes menos afortunados. Lembrando que a lata de lixo representa nada mais que seu planeta, afinal para aonde você pensa que vai seu lixo? Do mesmo modo, a conduta moral do não cobiçar (aparigraha) é compreendida como uma exigência abrangente de que o homem se relacione com a vida de maneira equilibrada, sem querer tudo para si, respeitando o direito dos outros de partilhar os recursos do planeta. O viver consciente é um equilíbrio entre dar e receber. Assim, por exemplo,quando cortamos uma árvore em um terreno de nossa propriedade,temos o dever de plantar pelo menos mais uma árvore. O pensamento eco-yogi exige de nós que colaboremos para repor nossos recursos utilizados. Somos co-responsáveis!

Falamos dos Yamas (proscrições), agora vamos aos niyamas (prescrições éticas) A exigência yogi da pureza (sauchan), também pode ser compreendida num sentido ecológico mais amplo. Temos que fazer todo o possível para eliminar a poluição em nossa própria vida e para apoiar esforços em prol da limpeza do ambiente em geral. O Eco-Yoga é um conceito que designa a necessária convergência entre a espiritualidade Yogi tradicional e o ativismo social que gira em torno das preocupações ecológicas. Estamos diante de uma crise ambiental cada vez mais grave que afeta profundamente a vida de todos. Já não podemos nos dar o luxo de adotar o quietismo como postura de vida. Temos também de assumir nossa parcela de culpa e responsabilidade pelo ambiente em que vivemos, e isso significa reavivar em nós a idéia de que esse planeta é sagrado e participar ativamente do seu processo de recuperação ecológica. Do ponto de vista metafísico, o desafio com que deparamos é o de aprender a respeitar tanto a transcendência quanto a imanência. Para dar um exemplo concreto, não podemos ter a menor esperança de conhecer a nós mesmos - e muito menos a divindade em quanto deixarmos que as pilhas de detritos e os poluentes tóxicos que infestam o ar e bloqueiem nossa visão. Temos, antes de aprender a cooperar com a Natureza, a qual é a própria base do esforço espiritual que temos a pretensão de fazer. Temos de estar dispostos a mostrar fidelidade não só ao caminho espiritual, mas ao mundo que vivemos. Segundo a tradição Tantra -Yoga o corpo é um instrumento precioso para a realização da divindade e da realidade. Temos que reconhecer, da mesma maneira, o imenso valor do nosso planeta. A Terra é o nosso corpo e é o único que temos. Destruindo-o é como se nos suicidássemos.

DIRETRIZES PARA O CULTIVO DO PROCESSO ECO-YOGI

  • Ter a determinação de compreender a época que vivemos e as forças internas que as moldam. Uma vez que vivemos numa complexa civilização pluralista, estamos inevitavelmente expostos a todos os tipos de correntes socioculturais, as quais precisamos compreender para cultivar nossa própria autenticidade.
  • Levar uma vida mais simples, mais sensível à ecologia. Temos que avaliar, urgente, nossos hábitos de consumo e ver o que podemos fazer para diminuir o consumo de energia, água e a poluição do nosso ambiente imediato. Realmente preciso ligar o ar condicionado ou aquecedor? Preciso deixar tantas luzes acesas? Preciso utilizar tanto um automóvel ou posso planejar melhor minhas saídas ou mesmo combinar um rodízio de carros com amigos? Preciso dar tantas descargas no banheiro e tomar banhos prolongados? Não poderia reciclar latas e garrafas? Será que posso diminuir o consumo dos produtos industrializados e ter uma alimentação muito mais saudável? A preguiça realmente me impede de usar resíduos vegetais para fazer adubo para meu jardim? Qual é a dificuldade de me tornar vegetariano? E por aí a fora. As grandes mudanças começam quando fazemos as coisas “pequenas”.
  • Unir forças com grupo ecológico local e passar a ter alguma atividade sociopolítica. O Yoga não é só interioridade e esta longe da palavra alienação. Com excessiva freqüência, os sadhakas do Yoga (praticantes) preocupam-se apenas com a própria “salvação” e ignoram o contexto maior em que vivem. Mas que salvação é essa? Yoga não é sinônimo de fuga. Viva a experiência com santôsha (contentamento) utilizando como base a ética. Em última análise, essa atitude é egoísta e contraria a proposta do Yoga, além de ser contraproducente. Isso porque o ambiente se impõe a nós. Como executar um excelente pránáyáma (respiratórios) com ar poluído? Como conservar sadio nosso corpo e mente quando o alimento cresce envenenado por substancias químicas nocivas? Como alcançar a imobilidade interior necessária a meditação quando nossos timpanos são constantemente bombardeados por ruídos de carros, aviões... Etc.? Apoiar as ONGs é o mínimo que podemos fazer.
  • Cultivar o autoconhecimento, lançando luz sobre os motivos que nos levam a tomar o caminho espiritual; e ter disposição para reconhecer e trabalhar as tendências neuróticas que se disfarçam de ideais espirituais. Não podemos confiar irrefletidamente na idéia que temos de nós mesmos; temos de consultar pessoas sábias e benignas que possam servir de espelhos fiéis do nosso caráter. A falta de autoconhecimento freqüentemente nos leva a agir erroneamente
  • Estudar as tradições espirituais do mundo inteiro a fim de aprofundar a compreensão do caminho que adotamos. Isso nos ajuda a apreciar a complementaridade das tradições religiosas e espirituais deste nosso mundo. Faz diminuir também a tendência à parcialidade, ao exclusivismo. Pode enfim, nos ajudar a cultivar as virtudes admiráveis - e, na verdade, essenciais - da compaixão e tolerância, que facilitam a cooperação e o viver ecológico.
  • Ficar em contato com ambiente natural. A vida na cidade seduz as pessoas e as leva a ter uma relação abstrata com a Terra. É importante encostar-se a terra, no solo, cuidar de flores ou árvores, observar cada detalhe da Natureza provar a água pura das vertentes montanhas, ver de perto a exuberância da vida selvagem e assim por diante. Sem esse “aterramento”, a interioridade muitas vezes não passa de uma fuga neurótica. Para sermos completos, precisamos não só da benção do Céu no interior, mas do toque da terra no exterior, que nos transforma.
  • Recordamo-nos todos os dias de que a vida é um dom precioso que não pode ser desperdiçado, dissipado ou mal utilizado. Se nosso coração esta aberto, a gratidão e o louvor fluem naturalmente dos nossos lábios. Geralmente a educação ocidental não nos predispõe a expressar nossa gratidão (nem as demais emoções) e nos ensina a criticar ao invés de louvar. É claro que não há necessidade de omitir as críticas que precisam ser feitas, mas essas críticas, muitas vezes são mais bem recebidas quando são temperadas com compaixão e louvor (as quais podem ser vistas como uma forma ativa de compaixão)
  • Fazer para o outro o que deseja para você. Somos hoje muito individualistas pecamos muito em pequenas atitudes com o próximo e com o meio que vivemos. Seja menos espaçoso. Faça Swádhyaya (auto-estudo). Respeite seus semelhantes.

A vida no mundo pós-moderno feriu a todos de uma maneira ou de outra, e a necessidade de cura é intensa. O louvor e as expressões de gratidão são meios excelentes para aliviar o sofrimento (duhkha) e promover esperança. Quando vemos a vida como uma oportunidade espiritual pela qual somos gratos, o mundo deixa de ser nosso inimigo.

Não deixamos de colher nossa parte no Karma coletivo nem de sofrer com a exploração da Terra, mas começamos por outro lado a sentir uma afinidade com todas as pessoas, seres e coisas - afinidade essa que é, em si mesma, uma cura.

“Tornamo-nos verdadeiros cidadãos do ecossistema cósmico; nosso voto, que decidirá o futuro desse ecossistema, é dado a cada momento pela maneira como vivemos.” Georg Feuerstein

sexta-feira, novembro 13, 2009

ॐ नम: शिवाय ॐ नम: शिवाय ॐ नम: शिवाय ॐ नम: शिवाय ॐ नम: शिवाय ॐ नम: शिवाय ॐ नम: शिवाय
"O mundo é uma ponte. Passe sobre ela. Não construa seu lar nela". (Inscrição na Grande Mesquita em Fatehpur, Sikri, Índia, século 17)

domingo, agosto 23, 2009

“O Ser que sou é o mesmo Ser que permeia o universo”.

sábado, agosto 01, 2009

Karma

Sabido é que todo o efeito tem sua causa, e esta é uma universal verdade, porém, não é possível evitar alguns erros de juízo, ou de simples identificação, pois acontece considerarmos que este efeito provém daquela causa, quando afinal ela foi outra, muito fora do alcance do entendimento que temos e da ciência que julgávamos ter.

Saramago em Jangada de Pedra

terça-feira, julho 21, 2009

Sámkhya - 1 de Agosto ( sábado) às 14h

Filosofia Samkhya
Por Joseph Le Page


Era uma vez um planeta chamado Purusha. Pode-se dizer que Purusha era um lugar perfeito, onde todos viviam felizes. Lá não havia tempo nem espaço e todos os habitantes sentiam-se absolutamente completos. O único problema do Planeta Purusha era que lá não havia espelho algum, e sem espelhos, os habitantes desse planeta não podiam ver a si mesmos e nem conhecer a si mesmos, porque em Purusha não havia a noção de separação um do “outro”.
Um dia, os habitantes do Planeta Purusha ouviram falar de um planeta distante chamado Prakriti, onde era possível conhecer a si mesmo em um mundo de dualidade, vivendo como um ser individual, cada um com sua própria identidade.
Este mundo de dualidade poderia ser percebido através dos cinco sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato. Ao visitar Prakriti, os cidadãos de Purusha poderiam continuar sentindo toda paz e alegria, e ao mesmo tempo também conhecer a si mesmos. Após essa jornada de investigação e aprendizagem, retornariam para casa mais conscientes de sua identidade real – cidadãos do Planeta Purusha.
Para viajar para o Planeta Prakriti, o povo de Purusha precisava de aeronaves especiais que pudessem resistir à atmosfera de Prakriti. Então, construíram aeronaves dos mesmos cinco elementos que compunham o Planeta Prakriti: terra, água, fogo, ar e espaço.
Cada aeronave foi construída artesanalmente, com características particulares que seguiam três modelos básicos chamados Vata, Pitta e Kapha.
As aeronaves Kapha eram densas e sólidas; as aeronaves Pitta eram possantes e perfeitas; e as aeronaves Vata eram leves e rápidas.
Cada aeronave era constituída de três componentes básicos: a estrutura da nave em si chamava-se corpo físico, o piloto responsável por dirigir a nave chamava-se mente, e o passageiro principal chamava-se alma, o espírito que leva consigo a essência da felicidade e completude do Planeta Purusha.
A ida para o Planeta Prakriti e a volta para Planeta Purusha seria possível somente através da integração completa de Corpo, Mente e Espírito.
Antes de sair para a jornada ao Planeta Prakriti, os habitantes do Planeta Purusha instalaram uma potente antena transmissora para que eles pudessem sempre manter contato com seu Planeta. Essa antena chamava-se Mahat, que significa “o Grande”. Cada aeronave tinha também um computador de bordo super-inteligente, chamado Buddhi, que quer dizer inteligência suprema, para garantir que o piloto da nave sempre tivesse em contato com o Planeta Purusha.
Todas as aeronaves partiram de Purusha ao mesmo tempo, mas cada uma teve sua trajetória única. As aeronaves Kapha, pesadas e lentas, seguiram a viagem em um ritmo constante. As aeronaves Pitta, concebidas para ter um desempenho perfeito, às vezes perdiam tempo em detalhes desnecessários. As aeronaves Vata fizeram a viagem mais emocionante, explorando diferentes universos e planetas, mas muitas vezes esqueciam onde tinham deixado as chaves e perdiam muito tempo procurando. Mas no fim da viagem, todas as aeronaves chegaram ao Planeta Prakriti ao mesmo tempo.
Ao se aproximarem de Prakriti, os pilotos prepararam os equipamentos e as ferramentas necessárias para a tão esperada temporada de exploração. Um conjunto de equipamentos chamado de jnanaendriyas servia para receber informações no Planeta Prakriti. Jnanaendriya quer dizer ferramentas para obter conhecimento no idioma do Planeta Purusha, chamado sânscrito. Os jnanaendriyas constituem os cinco sentidos: audição, visão, olfato, paladar e tato. Havia também equipamentos chamados karmendriyas, que permitiam que cidadãos de Purusha pudessem executar ações no Planeta Prakriti, tais como falar, se movimentar, pegar objetos, eliminar resíduos da nave, e até mesmo procriar novas “naves-bebês”. Com todos estes equipamentos, nada poderia atrapalhar a viagem de investigação e autoconhecimento no Planeta Prakriti.
Ao chegarem na atmosfera do Planeta Prakriti, as naves atravessaram uma série de tempestades inesperadas, repletas de turbulência, chamadas tempestades rajas, que quer dizer forte turbulência. Também atravessaram intervalos de calmaria, chamados tamas, onde nada se movia. Esses ciclos de rajas e tamas eram intercalados com breves momentos de equilíbrio perfeito chamados sattva, quando a viagem fluía bem, sem qualquer esforço.
Todas as aeronaves finalmente aterrissaram no Planeta Prakriti, mas a viagem foi muito estressante. A maioria dos pilotos ficou com amnésia crônica, esquecendo sua missão original de exploração e autoconhecimento. Esses pilotos ficaram deslumbrados com as experiências do Planeta Prakriti, não mais se lem-brando de sua identidade original como cidadãos do Planeta Pususha. Os sistemas de comunicação inteligentes, buddhi, ficaram enferrujados por falta de uso, e sem buddhi funcionando adequadamente, os pilotos perderam contato com a Grande Antena Mahat, e consequentemente com o Planeta Purusha.
Com o passar do tempo, os cidadãos de Purusha passaram a acreditar que eram cidadãos do Planeta Prakriti, com personalidades próprias. Passaram a pensar que estavam em Prakriti apenas para desfrutar das vitrines dos diversos shoppings, andando em círculos, consumindo combustível e reproduzindo navezinhas. Esta condição de amnésia se chamava de avidya e este círculo vicioso de avidya denominava-se samsara.
No entanto, alguns poucos pilotos continuavam se lembrando da sua verdadeira cidadania e missão. Eles eram chamados de Rishis ou videntes e tinham a capacidade de ajudar os pilotos-esquecidos a saírem do padrão de tráfego circular do Planeta Prakriti e voltarem a se reconhecer como cidadãos do Planeta Purusha. Aqueles que decidiram retornar à sua identidade original precisavam primeiro consertar suas naves devido ao estresse crônico que sofreram com o uso excessivo dos jnanaendriyas e karmendriyas.
Os reparos eram realizados em oficinas que utilizavam uma ciência chamada Ayurveda, especializada em reequilibrar os cinco elementos, matéria-prima das naves. Às vezes, os sistemas das naves estavam tão entupidos e desequilibrados que ti-nham que passar por um serviço de limpeza completo chamado Panchakarma. Depois das naves terem passado por esse tratamento completo, sentiram a necessidade de ter em mãos um manual de instruções que os guiasse no caminho de volta à Purusha. Um dos mais conhecidos e eficientes manuais de retorno foi aquele compilado por um sábio chamado Patanjali. O nome do manual chamava-se Ashtanga Yoga, um manual que continha os Oito Passos de retorno à Purusha, descritos a seguir:
Os dois primeiros passos, Yama e Ni-yama, descreviam como os pilotos deveriam se comportar na viagem de volta.
O terceiro passo, chamado Asana, era necessário para assegurar que as estruturas das aeronaves permaneceriam estáveis e firmes para que a viagem fosse confortável e segura.
O quarto passo, Pranayama, dava as instruções sobre o adequado abastecimento e distribuição de energia durante a viagem.
O quinto passo, Pratyahara, consistia em remover a atenção dos pilotos de todas as distrações do Planeta Prakriti, para que pudessem se concentrar na missão de volta ao Planeta Purusha.
O sexto passo, Dharana, estabelecia uma direção certa e contínua, rumo ao Planeta Purusha.
O sétimo passo, Dhyana, ou meditação, descrevia um estado ideal de vôo no qual todos os sistemas das naves (corpo, mente e espírito) estariam funcionando de forma integrada, guiados por Buddhi, em contato cons-tante com Mahat, mantendo de forma contínua uma comunicação clara com Purusha.
Através deste Manual dos Oito Passos de Patanjali, muitas naves puderam voltar para casa, e quando chegaram, reassumiram sua verdadeira identidade como cidadãos do Planeta Purusha, retornando para um estado de perfeita união, chamado Samadhi, o último passo.
Ao voltarem, no entanto, os cidadãos de Purusha já não eram mais os mesmos de quando haviam partido. Agora, esses cidadãos de Purusha possuíam a experiência do espelho do autoconhecimento. Eles conheceram o Planeta Prakriti, o mundo da dualidade, e então, retornando ao Planeta Purusha, tornaram-se plenamente conscientes de sua natureza intrínseca de paz e completude.
O aprendizado mais profundo dessa viagem, que é a jornada de todos aqueles que trilham o caminho do Yoga, é que Purusha e Prakriti são, na realidade, um só planeta, e que nós podemos viver a vida em estado de Purusha em meio ao mundo de Prakriti.
CURSO DE SÁMKHYA 25 DE JULHO AS 14 HORAS
Sámkhya e Yoga são tidos como dois aspectos de uma única tradição, a mais antiga e sólida de toda a miríade de sistemas filosóficos que afloraram ao longo da história da Índia. É de extrema utilidade ao praticante de Yoga familiarizar-se com a fundamentação teórica dos exercícios, pois assim terá maior liberdade para adaptá-los às suas necessidades pessoais, ao invés de seguir mecanicamente fórmulas pré-estabelecidas. Embora a natureza do Sámkhya seja fundamentalmente especulativa, o curso está voltado para a aplicação prática e imediata das teorias, para que o praticante possa, por si mesmo, atestar sua validade.


Tópicos:

Definições e conceituação
Gunas e sua cromodinâmica
Tattvas
Karma
Vásana e Samskára

VALOR DO CURSO 35REAIS
Alunos :20,00
Ministrante Talles Menegon

terça-feira, julho 07, 2009

AS BASES DA MEDICINA AYURVEDA dia 17/07 sexta feira

O que é Ayurveda?

Ayurveda é o nome dado à "ciência" médica desenvolvida na Índia há cerca de 7 mil anos, o que faz dela um dos mais antigos sistemas medicinais da humanidade. Ayurveda significa, em sânscrito, Ciência (veda) da vida (ayur). Continua a ser a medicina oficial na Índia e tem-se difundido por todo o mundo como uma técnica eficaz de medicina tradicional.

A medicina ayurvédica é conhecida como a mãe da medicina, pois seus princípios e estudos foram a base para, posteriormente, o desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, árabe, romana e grega. Houve um intercâmbio de informações com o Japão, que tinha a mesma necessidade dos indianos: criar uma medicina barata para atender às suas populações muito pobres e gigantescas, por essa razão existe muito da medicina japonesa nos conceitos de ayurvédica. As duas desenvolveram técnicas muito eficientes e de baixo custo para o tratamento.

A doença, para a Ayurveda, é muito mais que a manifestação de sintomas desagradáveis ou perigosos à manutenção da vida. A Ayurveda, como ciência integral, considera que a doença inicia-se muito antes de chegar à fase em que ela finalmente pode ser percebida. Assim, pequenos desequilíbrios tendem a aumentar com o passar do tempo, se não forem corrigidos, originando a enfermidade muito antes de podermos percebê-la.

A Ayurveda pode ser encarada, então, como uma ferramenta para manter ou re-estabelecer a vida em equilíbrio.


Tópicos centrais do curso

Cinco elementos da Ayurveda.
Os Doshas: Vata, Pitta e Kapha.
Prakriti e Vikriti.
Doenças na visão da medicina Ayurveda.


Ministrante

Larissa Berto Peratelli
Naturóloga pela UNISUL