Praticar Yoga é descobrir fortalecer sua própria identidade.É identificar-se consigo mesmo.Pensar com sua própria cabeça e observar o mundo por sua própria e única perspectiva.É quebrar e romper barreiras sociais.É também ser livre para agir .É mudar .
Enfim , é revelar a perfeição que existe nato em nós.
Yoga não é teoria , é pura realização.

Olá visitantes

Comece lendo esse blog de baixo para cima
primeiro o Sámkhya e depois os sútras de Pátañjali .
Os sútras estão primeiro na sua lingua original (sânscrito ) acompanhado das traduçôes de George Feuerstein e Mestre DeRose .Em seguida em alguns sútras comentários de George Feuerstein e comentarios meus
Espero que seja de grande utilidade para aqueles que buscam a verdade e a compreensão da sua existencia.

terça-feira, março 24, 2009

essa constituí a meta única do Yogin.

Tudo que provém do discernimento(vivêka) é sofrimento(duhkam),mas que através da pratica sistemática do Yoga,a luz do conhecimento(jñána )ilumina o discernimento(vivêka)para produzir a verdadeira sabedoria(vidyá)que irá nôs conduzir a liberdade (moksha.)

Yoga sútra de Patañjali

sexta-feira, março 13, 2009

1 - Samádhi - pada (capítulo sobre extase " (1-51)

Atha Yoganushásanam (1-1)

Agora começa a exposição do Yoga

DeRose: Agora, o ensinamento do Yoga.

Yogah citta vrtti nirôdhah (1-2)

O Yoga é a contenção(nirodha) das flutuações da consciência(citta)

DeRose :Yoga é a supressão da instabilidade da consciência

Tadá drashtuh swarúpê vasthánam.(1-3)

Então aquele que vê[i.e,o Si Mesmo transcendente ]subsiste em [sua] forma essencial.

DE ROSE: quando isso é alcançado,o observador consciêntiza-se da sua própria identidade.

Vrittisárúpyam itaratra(1.4)

Em outros momentos[o Si-Mesmo conforma-se as flutuações

DE ROSE:Caso contrário ele se identifica com a instabilidade.

Comentários: No estado de não iluminação nós não nos identificamos conscientemente com o Si Mesmo(Purusa),mas concebemo-nos como indivíduos isolados dotados de características particulares .Isso não significa,porem,que o Si- Mesmo esteja ausente.Esta apenas eclipsado.Gerog Feuerstein.

Vrttayab pañchatayyah Klishta sklishtah (1-5)

As flutuações são cinco :aflitas e não aflitas

DEROSE:A instabilidade é de cinco tipos,alguns dolorosos e outros não dolorosos.

Comentário :Os estados de consciência chamados aflitos(klishta)são aqueles que conduzem ao sofrimento,ao passo que os estados não aflitos (aklishta) conduzem a libertação.Exemplo deste ultimo estado é a condição de transcendência extática(samádhi)Georg Feuerstein

Pramána viparyaya vikalpa nidrá smrtayah(1-6)

[os cinco tipos de flutuações são]conhecimento,concepção errônia,conceitualização,sono e memória.

DeRose:São eles :conhecimento correto,conhecimento equivocado,conhecimento baseado na imaginação,no sono e na memoria.

Pratyakshánumánágamáh pramánáni(1-7)
O conhecimento [pode advir da] percepção da inferência e [do] testemunho.
DeRose: O conhecimento correto é obtido pela percepção, pela dedução e pelos relatos de reconhecida autoridade.

viparyayô mithyájñánam atad rúpa pratishtham.(1-8)

A concepção errônea é um conhecimento falso que não se baseia na aparência[real]do[objeto de conhecimento]

DeRose: O conhecimento equivocado é o que baseia na aparência e não na natureza real.

Shabda jñánánupátí vastu shúnyô vikalpah(1-9)

A conceitualização é sem objeto [perceptível]e segue-se ao conhecimento verbal.

DeRose: O conhecimento baseado na imaginação é causado por palavras destituídas da realidade.

Abháva pratyayálambaná vrttir nidrá(1-10)

O sono é uma flutuação fundamentada na ideia da não ocorrência[de outros conteúdos da consciência]

Comentário: Este aforismo afirma que o estado de sono embora não possamos conhece-lo enquanto dura é ,não obstante,um conteúdo de consciência testemunhado pelo Si-Mesmo transcendente.Pátañjali usa palavra pratyaya traduzida aqui como ideia,para significar um determinado conteúdo da consciência.George Feuerstein.

Anubhúta vishayáasampramôshah smritih(1-11)

A memória é a "não privação"[i.e,a retenção]dos objetos já captados

DeRose:A memória é a não extinção de experiências passadas.

Abhyása vairágyábhyám tan nirôdhah.(1-12)

A contenção dessas [flutuações realiza-se]mediante a prática[do Yoga e a impassibilidade.

DeRose:Todas as instabilidades são controladas através de abhyása (pratica diligente}e de vairágya (desprendimento).

Tatra sthitau yatnô bhyásah.(1-13)

A prática (abhyása) é o exercício [feito em vista da aquisição da] estabiidade nesse [estado de contenção]

DeRose:Abhyása {a prática diligente},consiste no energético afã de conquistar a estabilidade.


Sa tu dírgha kála nairantarya satkárásêvitô drdhabhúmih.(1-14)

Mas essa [prática só] se firma[depois de ter sido]cultivada adequadamente e ininterruptamente por muito tempo

DeRose: Esta,porém,alicerça-se solidamente só com a prática diligente cultivada por um longo tempo,sem interrupção e com profunda dedicação.

Drshtánushravika vishaya vitrshnasya vashíkára samjñá vairágyam.(1-15)

A impassibilidade(vairagya) é a certeza da maestria do[ Yogin que] não tem sede das coisas visíveis nem das reveladas(invisíveis)

DeRose: Vairágya(desprendimento)é quando subjulga-se a compulsão pelas dispersões que venham a ser vistas e ouvidas

tat param Púrusa khyatêr gunavaitrshnyam.(1-16)

A [forma]superior dessa[impassibilidade]é a não ter sede dos componentes[(gunas)[da Natureza,o que decorre]da visão do Si-Mesmo(Púrusha)

DeRose:isto proporciona a mais elevada consciência do Homem (Púrusha) ,no qual cessam os Gunas (atributos)

Vitarka vicháránamdásmitánugamát samprajñátah(1-17)

[O êxtase que nasce desse estado de contenção]é consciênte(samprajñata)na medida em que é vinculado à cogitação,à concepção,à alegria ou à noção do "eu" (asmita).

DeRose: Atinge se então ,o samprajñáta samadhi(ou primeiro estágio da Hiperconciência)que compreende racionalidade ,discriminação,felicidade e noção do eu.

Comentário: Embora o êxtase(samádhi}implique uma fusão do sujeito e objeto,nos níveis inferiores essa consciência unitiva ainda esta associada a diversas espécies de fenômenos mentais,como pensamentos que surgem espontaneamente ,sentimentos de alegria e a noção de que se é uma entidade isolada. Pátañjali chama essa noção do "eu"literalmente de "eu sou-dade"ou "qualidade de eu-sou".
Os quatros tipos mencionados indicam diferentes níveis e formas de extase.

Viráma pratyayábhyása púrvah samskára shêshô`nyah.(1-18)

O outro [tipo de extase] tem um resíduo de ativadores(samskáras);segue-se ao primeiro[i.e.,ao extase consciênte]com a prática da idéia de contenção.

DeRose: há outro estado(asamprajñata samádhi),alcançado pela prática constante,no qual ocorre a cessação da instabilidade e o único que permanece são os samskaras(impressões residuais de experiências vividas no passado).

Comentario: O estado unitivo associado a pensamentos,sentimentos etc é chamado êxtase consciênte(samprajñata- samadhi) quando todos esses fenômenos mentais deixam de surgir chegou se ao nível seguinte de estado unitivo,chamado de extase supraconsciêntes (asamprajñata - samádhi ) Embora neste estado mais elevado o Yogin já não reaja a estímulos ambientais,o estado não deve ser equiparado ao transe inconsciênte.

Bhavapratyayô vidêha prakrtilayánám.(1-19)

[O extase daqueles que se]fundiram com a Natureza (prakrti-laya) e [daqueles que estão] sem corpo(videha)[nasce da persistencia da]idéia de vir-a-ser.

DeRose: Esse estado pode ser obtido por nascimento,por extrasensorialidade ou pela dissolução da Prakrti.

Shraddhá vírya smrti samádhi prajñapúrvaka itarêshám.(1-20)

[O extase supraconsciênte]dos outros [Yogins cuja o caminho é especificado no aforismo 1-18] é precedido pela fé ,pela diligência,pela atenção,pelo êxtase[consciênte]e pela sabedoria.

DeRose: Ouros atingem o samádhi por meio da fé,da energia viril,da memória e do conhecimento.

Tívra samvêgánám ásannah(1-21)

[O êxtase supraconsciênte]esta próximo para [os yogins que se dedicam]com extrema intensidade[á prática de Yoga]

DeRose:Ele esta próximo para os que anseiam com intensidade.

Mrdu mudhyádhimátratwát ta tô`pi vishêshah(1-22)

Como [essa intensidade pode ser]pouca,medíocre,ou excessiva,existe a diferença[em quão próximos os yogins podem estardo êxtase supraconsciênte]

DeRose:Os frutos desse anseio seao proporcionais à sua intensidade seja ela branda ,média ou forte

ishwára pranidhánád vá(1-23)

Ou senão[o extase supraconsciênte é obtido]através da devoção ao Senhor (íshwára pranidhana)

DeRose: Ou também pode ser obtido(o samádhi) através da auto-entrega.

klêsha karmavípakashayair aparámrsshtah Púrusha vishêsha íshwarah(1-24)

O Senhor(ishwára)é um Si-Mesmo especial[porque] não é maculado pelas causas de aflição [Klêsha],nem pela ação e pela fruição desta,nem pelos depóstos(ásharya)[no fundo da memória,que dão origem aos pensamentos,ações,desejos,etc.

DeRose: íswara é um Púrusha especial não afetável pelas aflições,nem pelas ações ou suas consequências e nem por impressões internas de desejos.

tatra niratisháyam sarvajña bíjam.(1-25)

Nele, a semente da onisciência não tem igual

DeRose:Neste esta a semente da consciência.

Sa êsha purvêsham uoi guruh laílênána vacchêdát(1-26)

Em virtude da[Sua]continuidade no decorrer do Tempo[o Senhor]foi também o diretor dos antigos [adeptos do Yoga]

DeRose: É Também o Mestre dos mais antigos Mestres ,pois não esta limitado
pelo tempo.

tasya váchakah pranavah(1-27)

Seu símbolo é a "proclamação"(pránava)[i.e.,a silaba sagrada Om]

DeRose : Ele é conectado pelo mantra Om (Pránava)

Taijapas tad artha bhávanam.(1-28)
A recitação dessa[sílaba sagrada leva à] contemplação do seu significado.

DeRose:Sua repetição e meditação(nele)conduzem à meta.

Tatah pratyak chêtanádhigamô pyantaráyá bhávash cha.(1-29)

Dai [segue-se] a realização da interiorização[habitual]da mente (prayak-cetaná)e também o desaparecimento dos obstáculos[mencionados no aforismo seguinte ]

DeRose: Disso obtêm-se o conhecimento de Si-Mesmo e a superação dos obstáculos

Vyádhi styána samshaya pramádalasyávirati bhrántí darshanálabdhabhumí katwánavasthitatwání chitta vikshêpás tê´ntaráyáh.(1-30)

A doença ,a inercia,a dúvida,a desatenção,a preguiça,a dissipação, a visão falsa,a não realização dos estagios [do Yoga] e a instabilidade [nesses estágios] são as distrações da consciência;são estes os obstáculos.

DeRose: Os 9 obstáculos são as dispersões da consciência causadas por: enfermidade,apatia,dúvida,negligência,indolencia,noções erradas.apego excessivo ao prazer,volubidade e insucesso em uma etapa

Dukkha daurmanasyángamêjayatwa shwása prashwása vikshêpa
sahabhuvah(1-31)

A dor ,a depressão,o tremor dos membors e [os erros de]inalação e exalação são [sintomas] associados a distrações.

DeRose Os sintomas da dispersãomental são: a infelicidade,a depressão,o nervosismo e a respiração irregular.

Tat pratishêdhártham êka tattwábhyásah (1-32)

Para contrapor- se a essas [distrações,o Yogin deve recorrer à prática [de concentrar-se]num único princípio.
DeRose - ------

Maitrí Karuná muditôpêkshánam sukkha duhkha punyápunya vishayánám bhávanátash chitta prasádanam.(1-33)

A projeção de amizade,compaixão,gratidão e equanimidade perante as coisas-[sejam elas] alegres ou tristes ,meritórias ou demeritórias - [leva à ]pacificação da consciência.

DeRose: A serenidade da consciência é obtida mediante o cultivo da amizade,compaixão,alegria e indiferença,respectivamente aos que são felizes,infelizes,bons e maus

Pracchardana vidháranábhyám vá pránasya(1-34)

Ou senão [a contençao das flutuações da consciência é alcançada] através da expulsão e retenção da respiração(prána)[de acordo com as rregras do Yoga].

DeRose: Ou pela expiração e retenção do prána.



Vishayavatí vá pravrttir utpanná manasah sthiti nibandhíní(1-35)

Ou senão [o estado de contenção acontece quando]surge uma atividade centrada num objeto que mantém a mente estável.

DeRose: Ou ainda ,quando entram em funcionamento os sentidos superiores atinge-se a estabilidade da Mente.

Comentário: Esse aforismo,aparentemente técnico,trata de uma idéia bem simples :de acordo com os comentários escritos em sânscritos,"atividade centrada num objeto"(vishaya-vatí pravritti)significa um estado de consciência sensorial intensificada chamada "percepção divina"(divya- samvid).A idéia é a de que a sensação intensa de um aromaou uma textura ,por exemplo,pode concentrar a mente tal ponto que o Yogin chega ao estado de contenção.(nirôdha)


Vishôká vá jyôtishamatí(1-36)

Ou senão [a contenção é alcançada por meio de atividades mentais]que não levam em si sofrimento e têm o poder de iluminar.

DeRose: Ou pela lucidez que ilimina todo o pesar.

Vita rágá vishayam vá chittam.(1-37)

Ou senão [a contenção é alcançada quando]a consciência é dirigida para[os seres que ]venceram o apego

DeRose: Ou seguindo o exemplo de alguém que tenha superado a exaltação das emoçoes e a dependencia dos objetos dos sentidos .

Swapana nidrá jnanálambananam vá(1-38)

Ou senão [a contenção é alcançada quando a consciência] repousa em intuições [advindas dos]sonhos e [do]sono.

DeRose: Ou pela atenção prestada ao conhecimento advindo do sono com ou sem sonhos.

Yathábhimata dhyánád vá.(1-39)


Ou senão [a contenção é alcançada por meio da meditação(dhyána),como é desejado.

DeRose:Ou pela meditação em algo que seja agradável.


Paramánu parama mahattwántô´sya vashikárah.(1-40)

Sua maestria[vai] das coisas mais mínimas à maior magnitude.

DeRose : Assim, o domínio abrangerá do infinitesimal ao infinito.

kshína vrttêr abbijátasyêva manêr grahítr grahana grahyêshutatstha tadañjanatá samápattih.(1-41)

[Para consciência cujas ]flutuações acabaram[e que tornou-se ]semelhante a uma gema transparente[sobrevêm]- no que diz respeito "aquele que capta","a captação"e ao "que é captado-[um estado de] coincidência(samápatti)com aquilo sobre qual repousa a [consciência e pelo qual [a consciência ]é "ungida "

DeRose : Naquele que tiver controlado a instabilidade ocorre uma identificação entre o observador,o objeto observado e o ato da observação,assim o cristal se identifica com a cor do objeto próximo.


Comentário : quando a mente se imobiliza por completo, torna-se translúcida.
É então,que pode acontecer o êxtase,o samádhi.No processo do êxtase,o objeto de concentração adquire tais proporções na consciência que a distinção entre sujeito e objeto desaparece. Na terminologia de Patañjali,é essa "coincidência" do sujeito que conhece ,do objeto conhecido e do processo de conhecer ou conhecimento,respectivamente chamados "aquele que capta ou agarra(gahítri), o que é captado ou agarrado(gráhya) e "captação ou ato de agarrar "(grahana ).

Tatra shabdártha jñána vikalpaih samkírná savtarká samápattih (1-42)

Quando o conhecimento conceitual [baseado na]intenção das palavras[esta presente]neste [estado de coincidência entre sujeito e objeto,o estado é chamado de ] "coincidência entremeada de cogitação"

De Rose: Desses estados de identificação,um é o savitarká(com inferência),que sofre influência mista do nome,forma e idéia subjetiva do objeto observado

Comentario: A metafisica do Yogin faz distinções entre diversos níveis da existência:o grosseiro,o sutíl,o não manifesto e o transcendente.O objeto do êxtase entremeado de cogitação(vitarka-samádhi)pertence ao domínio grosseiro(sthúla)ou corporal.

Smrtí parishuddhau swarúpa shúnyêvártha mátra nirbhásá nivitarká (1-43)

Com a purificação da [profundeza] da memória,[a qual]como que se esvazia da sua essência,[e quando]só objeto[de meditação]fulgura,[o estado de êxtaseé chamado "supracogitativo"(nirvitarká)

DeRose: O outro é ,nirviarká(sem inferencia),que só resplandece quando a memória está purificada e isenta da forma ou natureza do objeto.

Êtayaiva savichárá nirvichárá cha súkshuma vishayá vyákhyátá.(1-44)

Assim por este[êxtase cogitativo],ficam explicados [os outros dois tipos básicos de êxtase -o reflexivo(savicárá)e o supra reflexivo(nirvicára):[nestes o suporte de meditação é um] objeto sútil.

DeRose: Assim,explicam-se também o siavichárá(com investigação) e o nirvichárá samádhi (sem investigação),que são obtidos mediante a prática sobre objetos mais sutís.

Comentario: A reflexão(vicárá)é um processo espontâneo da concepção que ocorre no estado extático que tem por ponto focal um objeto sútil(súkshma)ou imaterial,como por exemplo a matriz transcendente da criação, chamado de o indiferenciado.

Súkshuma vishayatwam chálinga paryavásanam(1-45)

E os objetos sutís terminam no indiferenciado.(alimga).

DeRose: A sutileza cada vez maior dos objetos da prática estende-seaté o infinito.

Ta êva sabijáh samádhih.(1-46)

Estes [tipos de coincidenciaentre o sujeito e o objeto pertencem]na verdade [a categoria do] "êxtase com semente"(sabíja samádhi)

DeRose: Esses são os sabíja samádhis (samádhis com semente).

Comentário: O termo "semente" refere-se à permanência dos ativadores subliminares (sanskáras)nas profundezas da consciência.Eles geram atividade mental e, portanto,Karma.

Nirvichára vaisháradyê" dhyátma parásadah (1-47)

Quando há lucidez (vaisháradya) no [êxtase]supra reflexivo,[este é chamado]"do ser interior(adhyátma -prasáda)

DeRose: Alcançado a perfeição no nirvichára ,sobrevém a consciência do puro Self.

Rtambhará tatra prajña (148)

Neste[estado de suprema lucidez],toda intuiçãoleva em si a verdade(ritam-bhara)

DeRose: Então o conhecimento torna- se pleno de realidade

Shrutánumána prajñabhyám anya vishayá vishêshárthatwát.(1-49)


A amplitude[dessa intuição que leva em si a verdade]é diferente da intuição[que vem da] tradição e [da] inferência,[em virtude da sua] força e direçao particulares.

DeRose: O conhecimento que é alcançado nos níveis superiores de consciência ao contrário do conhecimento intelectivo,não é sujeito as informações provenientes de transmissão externa(shrti)nem de dedução(anumana)

Comentario: Este aforismo(sútra) parece exprimir a idéia de que a intuição (prajña) que leva em si a verdade,alcançada no nível mais alto do êxtase consciênte (samprajñata- samádhi) ,é muto diferente do conhecimento comum ,na medida em que proporciona o ímpeto que leva à transcendência de todo conhecimento distintivo no êxtase supraconsciênte(asamprajñata -samádhi) ,o único que pode conduzir aà libertação, à realização do Si-Mesmo.

Taj jah samskarô!nya samskára pratibandhí.(1-50)

O ativador (sanskára) que nasce dessa intuição veraz] obstrui os demais ativadores [ que residem nas profundezas da consciência.

DeRose: O samskáras que resulta deste conhecimento suplanta todos os samskáras anteriores.

Tasyápati nirôdhê surva nirôdhán nirbijah samádhih (1-51)

Com a contenção até mesmo desse [ ativador,sobrevém] em virtude da contenção de todos [os conteúdos da consciência], o êxtase sem semente.

DeRose: Quando até esse estado é superado,entra-se no nirbíja samádhi (samádhi sem semente)

O Yoga-Sútra de Pátañjali - texto original

Esta tradução de aforismo de Pátañjali é baseada nos extensos estudos textuais e semânticos.
As interpretações de Georg Feuerstein diverge da dos comentários sanscritos.A tradução esta bastante literal,para transmitir algo da natureza técnica da obra de Pátañjali.Na maioria das vezes,as traduções populares não fazem jus as subtilezas do pensamento do autor nem a complexidade da prática do Yoga superior.
O asterisco(*)que vem após alguns Sutra indicam que eles pertencem ao texto que supus ter sido citado por Pátañjali tratando do caminho de oito membros,ou que parecem ter sido acrescentados a composição original de Pátañjali. Pode haver um numero maior de Sutras interpolados,especialmente no terceiro capítulo,que contem as listas de poderes paranormais,mas o trabalho de procurar identifica-los não me parece particularmente útil

quarta-feira, março 04, 2009

o Yoga - amigo da Natureza


vegetariana , ambientalista e instrutora de Yoga
amiga dos animais ...amiga da Natureza
Faço minha parte e agora a unidade ganha uma sede de informações sobre aquecimento Global.

http://yogaamigosdoplaneta.blogspot.com/

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Curso de Samkhya 21e22 de Março

Sámkhya e Yoga são tidos como dois aspectos de uma única tradição, a mais antiga e sólida de toda a miríade de sistemas filosóficos que afloraram ao longo da história da Índia. É de extrema utilidade ao praticante de Yoga familiarizar-se com a fundamentação teórica dos exercícios, pois assim terá maior liberdade para adaptá-los às suas necessidades pessoais, ao invés de seguir mecanicamente fórmulas pré-estabelecidas. Embora a natureza do Sámkhya seja fundamentalmente especulativa, o curso está voltado para a aplicação prática e imediata das teorias, para que o praticante possa, por si mesmo, atestar sua validade.


Tópicos:

Definições e conceituação
Gunas e sua cromodinâmica
Tattvas
Karma
Vásana e Samskára

VALOR DO CURSO 95REAIS : DOIS BLOCOS DE 3HORAS ( SÁBADO E DOMINGO)

Ministrante Talles Menegon

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Ateismo do Sámkhya?

O fundamento dessa imputação de ateísmo reside provavelmente no fato de que no Ocidente a noção de Deus é inseparável da do Criador.Ora para o Samkhya,o Purusha não esta diretamente implicado na criação,se bem que a preside.A função de manifestação , de preservação,de dissolução,ao nível macrocosmico é inteiramente atribuída a Prakrti.
O Purusha permanece absolutamente transcendente,mesmo quando ligado a Prakrti e imanente ao mundo manifestado.Mas não esqueçamos os laços misteriosos que unem a Prakrti e o Purusha:posta em movimento unicamente pela sua presença,ela inaugura o movimento cosmogenico.Em todas as coisas,é pra ele que ela age.Ela desenvolve os mundos para seu prazer,e os reabsorve para sua liberação.Como uma serva desinteressada ou um amigo abnegado,ela encontra sua própria realização a serviço do Purusa.Por isso o Samkhya épico considera o Purushae a Prakrti como os dois modos de uma mesma realidade,em que um representa o aspecto estável e o outro o aspecto modificável.O Samkhya é realista ao tomar por ponto de partida a dualidade que esta na base de nosso universo manifestado.Entretanto atinge um estado que a Prakrti,como principio em evolução,não mais exista para o espírito liberado.A visão da unidade era objeto final da busca.
O"desaparecimento"da Prakrti,não explicado mas apenas ilustrado por algumas metáforas sugestivas com a dançarina que se retira ,ou da mocinha púdica que , surpreendida pelos olhares ,se esconde,recorda nos que um dos nomes da Prakriti é Maya ,a magia ou poder de ilusão.
Assim que a ilusão é reconhecida se esvanece.A Natureza é a grande sedutora que mantém todos os seres encarnados sob seu charme,sua sujeição e sua jurisdição.Quando o sujeito consciente desperta o jogo cósmico esvanece.
A Prakrti desaparece,reabsorve se,é reabsorvida no seu próprio principio,o poder da exterioridade é reintegrado no imutável, o Principio feminino é reconduzido ao principio masculino, a dualidade é abolida.restando somente a única realidade.

por Tara Michael

terça-feira, janeiro 27, 2009

resumo do Samkhya

Filosofia Samkhya
Por Joseph Le Page



Era uma vez um planeta chamado Purusha. Pode-se dizer que Purusha era um lugar perfeito, onde todos viviam felizes. Lá não havia tempo nem espaço e todos os habitantes sentiam-se absolutamente completos. O único problema do Planeta Purusha era que lá não havia espelho algum, e sem espelhos, os habitantes desse planeta não podiam ver a si mesmos e nem conhecer a si mesmos, porque em Purusha não havia a noção de separação um do “outro”.
Um dia, os habitantes do Planeta Purusha ouviram falar de um planeta distante chamado Prakriti, onde era possível conhecer a si mesmo em um mundo de dualidade, vivendo como um ser individual, cada um com sua própria identidade.
Este mundo de dualidade poderia ser percebido através dos cinco sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato. Ao visitar Prakriti, os cidadãos de Purusha poderiam continuar sentindo toda paz e alegria, e ao mesmo tempo também conhecer a si mesmos. Após essa jornada de investigação e aprendizagem, retornariam para casa mais conscientes de sua identidade real – cidadãos do Planeta Purusha.
Para viajar para o Planeta Prakriti, o povo de Purusha precisava de aeronaves especiais que pudessem resistir à atmosfera de Prakriti. Então, construíram aeronaves dos mesmos cinco elementos que compunham o Planeta Prakriti: terra, água, fogo, ar e espaço.
Cada aeronave foi construída artesanalmente, com características particulares que seguiam três modelos básicos chamados Vata, Pitta e Kapha.
As aeronaves Kapha eram densas e sólidas; as aeronaves Pitta eram possantes e perfeitas; e as aeronaves Vata eram leves e rápidas.
Cada aeronave era constituída de três componentes básicos: a estrutura da nave em si chamava-se corpo físico, o piloto responsável por dirigir a nave chamava-se mente, e o passageiro principal chamava-se alma, o espírito que leva consigo a essência da felicidade e completude do Planeta Purusha.
A ida para o Planeta Prakriti e a volta para Planeta Purusha seria possível somente através da integração completa de Corpo, Mente e Espírito.
Antes de sair para a jornada ao Planeta Prakriti, os habitantes do Planeta Purusha instalaram uma potente antena transmissora para que eles pudessem sempre manter contato com seu Planeta. Essa antena chamava-se Mahat, que significa “o Grande”. Cada aeronave tinha também um computador de bordo super-inteligente, chamado Buddhi, que quer dizer inteligência suprema, para garantir que o piloto da nave sempre tivesse em contato com o Planeta Purusha.
Todas as aeronaves partiram de Purusha ao mesmo tempo, mas cada uma teve sua trajetória única. As aeronaves Kapha, pesadas e lentas, seguiram a viagem em um ritmo constante. As aeronaves Pitta, concebidas para ter um desempenho perfeito, às vezes perdiam tempo em detalhes desnecessários. As aeronaves Vata fizeram a viagem mais emocionante, explorando diferentes universos e planetas, mas muitas vezes esqueciam onde tinham deixado as chaves e perdiam muito tempo procurando. Mas no fim da viagem, todas as aeronaves chegaram ao Planeta Prakriti ao mesmo tempo.
Ao se aproximarem de Prakriti, os pilotos prepararam os equipamentos e as ferramentas necessárias para a tão esperada temporada de exploração. Um conjunto de equipamentos chamado de jnanaendriyas servia para receber informações no Planeta Prakriti. Jnanaendriya quer dizer ferramentas para obter conhecimento no idioma do Planeta Purusha, chamado sânscrito. Os jnanaendriyas constituem os cinco sentidos: audição, visão, olfato, paladar e tato. Havia também equipamentos chamados karmendriyas, que permitiam que cidadãos de Purusha pudessem executar ações no Planeta Prakriti, tais como falar, se movimentar, pegar objetos, eliminar resíduos da nave, e até mesmo procriar novas “naves-bebês”. Com todos estes equipamentos, nada poderia atrapalhar a viagem de investigação e autoconhecimento no Planeta Prakriti.
Ao chegarem na atmosfera do Planeta Prakriti, as naves atravessaram uma série de tempestades inesperadas, repletas de turbulência, chamadas tempestades rajas, que quer dizer forte turbulência. Também atravessaram intervalos de calmaria, chamados tamas, onde nada se movia. Esses ciclos de rajas e tamas eram intercalados com breves momentos de equilíbrio perfeito chamados sattva, quando a viagem fluía bem, sem qualquer esforço.
Todas as aeronaves finalmente aterrissaram no Planeta Prakriti, mas a viagem foi muito estressante. A maioria dos pilotos ficou com amnésia crônica, esquecendo sua missão original de exploração e autoconhecimento. Esses pilotos ficaram deslumbrados com as experiências do Planeta Prakriti, não mais se lem-brando de sua identidade original como cidadãos do Planeta Pususha. Os sistemas de comunicação inteligentes, buddhi, ficaram enferrujados por falta de uso, e sem buddhi funcionando adequadamente, os pilotos perderam contato com a Grande Antena Mahat, e consequentemente com o Planeta Purusha.
Com o passar do tempo, os cidadãos de Purusha passaram a acreditar que eram cidadãos do Planeta Prakriti, com personalidades próprias. Passaram a pensar que estavam em Prakriti apenas para desfrutar das vitrines dos diversos shoppings, andando em círculos, consumindo combustível e reproduzindo navezinhas. Esta condição de amnésia se chamava de avidya e este círculo vicioso de avidya denominava-se samsara.
No entanto, alguns poucos pilotos continuavam se lembrando da sua verdadeira cidadania e missão. Eles eram chamados de Rishis ou videntes e tinham a capacidade de ajudar os pilotos-esquecidos a saírem do padrão de tráfego circular do Planeta Prakriti e voltarem a se reconhecer como cidadãos do Planeta Purusha. Aqueles que decidiram retornar à sua identidade original precisavam primeiro consertar suas naves devido ao estresse crônico que sofreram com o uso excessivo dos jnanaendriyas e karmendriyas.
Os reparos eram realizados em oficinas que utilizavam uma ciência chamada Ayurveda, especializada em reequilibrar os cinco elementos, matéria-prima das naves. Às vezes, os sistemas das naves estavam tão entupidos e desequilibrados que ti-nham que passar por um serviço de limpeza completo chamado Panchakarma. Depois das naves terem passado por esse tratamento completo, sentiram a necessidade de ter em mãos um manual de instruções que os guiasse no caminho de volta à Purusha. Um dos mais conhecidos e eficientes manuais de retorno foi aquele compilado por um sábio chamado Patanjali. O nome do manual chamava-se Ashtanga Yoga, um manual que continha os Oito Passos de retorno à Purusha, descritos a seguir:
Os dois primeiros passos, Yama e Ni-yama, descreviam como os pilotos deveriam se comportar na viagem de volta.
O terceiro passo, chamado Asana, era necessário para assegurar que as estruturas das aeronaves permaneceriam estáveis e firmes para que a viagem fosse confortável e segura.
O quarto passo, Pranayama, dava as instruções sobre o adequado abastecimento e distribuição de energia durante a viagem.
O quinto passo, Pratyahara, consistia em remover a atenção dos pilotos de todas as distrações do Planeta Prakriti, para que pudessem se concentrar na missão de volta ao Planeta Purusha.
O sexto passo, Dharana, estabelecia uma direção certa e contínua, rumo ao Planeta Purusha.
O sétimo passo, Dhyana, ou meditação, descrevia um estado ideal de vôo no qual todos os sistemas das naves (corpo, mente e espírito) estariam funcionando de forma integrada, guiados por Buddhi, em contato cons-tante com Mahat, mantendo de forma contínua uma comunicação clara com Purusha.
Através deste Manual dos Oito Passos de Patanjali, muitas naves puderam voltar para casa, e quando chegaram, reassumiram sua verdadeira identidade como cidadãos do Planeta Purusha, retornando para um estado de perfeita união, chamado Samadhi, o último passo.
Ao voltarem, no entanto, os cidadãos de Purusha já não eram mais os mesmos de quando haviam partido. Agora, esses cidadãos de Purusha possuíam a experiência do espelho do autoconhecimento. Eles conheceram o Planeta Prakriti, o mundo da dualidade, e então, retornando ao Planeta Purusha, tornaram-se plenamente conscientes de sua natureza intrínseca de paz e completude.
O aprendizado mais profundo dessa viagem, que é a jornada de todos aqueles que trilham o caminho do Yoga, é que Purusha e Prakriti são, na realidade, um só planeta, e que nós podemos viver a vida em estado de Purusha em meio ao mundo de Prakriti.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

se o Purusha falasse

eu não entendo ,todos os dias ele acorda e não consegue me ver
agora completamente iludido ele pensa que a Pakrtti é sua maior posse e só quer diversão
essa diversão ilusória as vezes boa outras ruins ...essa felicidade que acaba em um instante e o sofrimento eterno da perda da felicidade ...essa não é sua realidade ...sai do teatro que a peça acabou...o que vc esta fazendo ai? ...tento acorda lo todos os dias através de uma pratica chamada Yoga e, quando você parar de pensar poderá ser você !poderá me ver !!!


Sylvia Palumbo Scrocco

para entender de maneira ludica o Buddhi

imagine uma xícara cheia de chai !
quebre a xícara
olha que interessante, a xícara muda sua forma já não é a mesma ,mas o chai será sempre chai mesmo que você limpe e torça o pano, o chai esta ali, em tudo;como Purusha inabalável.
A xícara de chai é o Purusha refletindo na Prakrtti através do Intelecto ou Buddhi

quarta-feira, janeiro 21, 2009

A dupla função de Buddhi(intelecto)

Tanto a ignorância como a discriminação pertence a Buddhi e não ao Purusha.O espirito que ,mesmo continuando eternamente idêntico e imutável parecia ter seguido o ser individual em sua escravidão,sempre permanece inabalável,inafetado,imaculado pelo bem e pelo mal.Se o Purusha apareceu como afetado ou perturbado,essa aparencia era devido ao envoltório psíquico pelo qual estava associado até o momento da libertação- como a lua que vemos refletida na agua parece agitada e deformada pelo movimento da agua,enquanto a verdadeira lua fonte de nossa visão esta imóvel.Assim a libertação é uma mudança de perspectiva.quando a verdadeira perspectiva é restabelecida nenhuma impressão dessa associação permanece sobre o EU,já que o contato não era real. Da mesma forma que um cristal permite ver uma flor vermelha por transparência,sem que ele próprio se torne vermelho,em nenhum momento o Purusha deixou de ser ele mesmo.
Assim o Buddhi pelo desenvolvimento do sattwa recobra sua pureza original,que consiste em retidão,conhecimento desapego e poder e se eleva na intuição da realidade que restitui o eu a ele mesmo.Logo o Buddhi pode operar em duas direcções opostas:numa proporciona ao Purusa o gozo do universo material e mental e tem de reserva para ele uma infinidade de experiências possíveis,todas condicionadas.Na outra direção o Buddhi funciona pela libertação e a discriminação do Purusha e da Prakrtti.Essas duas orientações são as duas finalidades que o Samkhya reconhece.
Prakrtti aprisiona o ser individual desprovida da discriminação o afeta do seu conhecimento real projetando o ainda mais na identificação e na dispersão;e libera aquele que possui sabedoria discriminativa,levando ate o limiar da realização.Mesmo quando atrai o individuo deixa sempre o caminho aberto para o retorno.A possibilidade de desprender-se esta sempre presente:"A prisão não esta na natureza das coisas" operando conforme os casos como Maya ilusão ou como Buddhi alerta ,poder de obscurecimento ou de revelação.,Prakrtti e ao mesmo tempo a causa da ignorância e do conhecimento terrível ou redentora segundo a orientação do ser.Em ultima isntancia todas as atividades do Homem estão dirigidas seja ao gozo das experiências(bhoga),seja ao desapego em relação a estas(tyaga).Dentre os quatros objetivos da existência Humana distinguidos do pensamento indiano,os três primeiros: o prazer(kama),o ganho(artha)e a retidão(dharma),estão orientados dentro da primeira direção,a do Gozo, enquanto o quarto libertação(moksa),esta orientado na direção da Paz.E como o gozo e experiência são antecedentes necessários da libertação ,no qual mais cedo ou mais tarde devem desembocar,resulta que a finalidade de todo movimento e atividade é essa libertação.
É o acontecimento único em direçao a qual toda criação esta a caminho.Toda a instabilidade, insatisfação e a agitação que caracterizam o comportamento humano só chegam a um termo quando esse objetivo é cumprido.O ponto final da evolução para cada individuo é atingido quando ele realiza a natureza essencial do seu próprio Eu.Toda atividade da natureza só existe para esse desfecho.A realização do objetivo ultimo do Homem é a razão do ser ,da continuação do mundo manifestado.Desde que o Homem tenha atingido esse objetivo,o mundo manifestado se reabsorve para ele no não manifestado,na matriz primordial da qual se procedeu.mas isso somente para esse Homem,pois a outros seres encarnados (jivatmam) que ainda estão a caminho,uns atrás dos gozos terrestres,outros se esforçando se em direção ao conhecimento salvador.Para todos esses seres,o universo manifestado deve prosseguir.E sendo um numero deles indefinido,nunca sobrevirá um tempo em que não existirá um mundo manifestado objetivo,o que absolutamente não impede as dissoluções periódicas do universo,seguida de recriações em que todos os seres retornam a possessão dos seus respectivos Karman.

uma observação o" gozo" deve ser entendido num sentido mais amplo incluindo todas as formas de experiências pensar,agir,falar são gozos tanto quanto escutar, ver sentir cheirar etc....